Qual a velocidade de uma moto elétrica? Veja todos os detalhes
Você sabe qual é a velocidade de uma moto elétrica? Este é um dos principais questionamentos relacionados a este veículo, que tem caído cada vez mais no gosto dos brasileiros.
Mesmo assim, ainda há muita confusão sobre o assunto. Como, por exemplo, aquela falsa crença de que as motos elétricas não passam de 50km/h ou que não podem ser utilizadas na estrada.
Neste artigo, mais do que descobrir qual é a velocidade máxima que uma moto elétrica é capaz de atingir, você irá entender quais fatores influenciam neste quesito, como funciona o motor elétrico e o quão verdadeiramente potente ele é. Preparado?
Muito além da velocidade de uma moto elétrica
Antes de falarmos em números, é importante entender como funciona a moto elétrica na prática.
Ao contrário da moto convencional, que conta com motor à combustão interna e tanque, a moto elétrica possui, como o próprio nome diz, motor elétrico e bateria, geralmente de íon-lítio ou chumbo.
Isso significa que, ao invés de parar no posto de combustíveis para abastecer, você precisará apenas recarregar a bateria.
Uma das grandes facilidades é que isso pode ser feito em qualquer local com eletricidade. Ou seja, inclusive na sua própria casa ou trabalho.
Além desta vantagem, outro benefício que costuma chamar atenção é a economia financeira resultante desta troca do combustível por eletricidade.
Ainda assim, há a baixa manutenção, já que a moto elétrica possui bem menos partes móveis para estragar.
Sem contar o fato de não queimar combustível e, consequentemente, não emitir poluentes locais.
Por outro lado, apesar de todas essas vantagens, não se pode negar que as motos elétricas costumam ser menos velozes do que as motos convencionais em categorias equivalentes.
Entretanto, isso não é uma regra absoluta, conforme veremos mais adiante.
Vale a pena ler também: Bateria para hoverboard: riscos e cuidados que você precisa conhecer
Silenciosas, mas potentes
Uma das principais características da moto elétrica é que ela é significativamente mais silenciosa do que o modelo convencional.
Para alguns, isso é visto como desvantagem. Afinal, as motos mais velozes emitem aquele marcante sinal sonoro da aceleração, não é mesmo?
Porém, ao contrário do que muitos pensam, a discrição da moto elétrica não é sinônimo de fragilidade.
Longe disso! Se consideramos peso e volume comparados à força produzida, a verdade é que as motos elétricas são bem potentes.
Isso porque elas têm um maior potencial para entrega da aceleração. Ou seja, “são mais ariscas”, popularmente falando.
A Harley Davidson Live Wire, por exemplo, chega a fazer de 0 a 97km/h em apenas três segundos.
No entanto, a moto elétrica é limitada no quesito bateria. Como são grandes e pesadas, acaba que sua autonomia também fica comprometida.
Veja também: As 7 maiores dúvidas sobre moto elétrica: atualizado 2025!
Descubra a velocidade de uma moto elétrica
A velocidade de uma moto elétrica no Brasil, hoje, costuma variar de 50km/h a 120km/h.
Agora sim, respondendo a tão famosa pergunta: a velocidade de uma moto elétrica, segundo a limitação legal, é de 50km/h no Brasil.
Isso significa que esta é a velocidade máxima que uma moto elétrica pode atingir? Nem sempre.
No caso dos modelos SE3, SE1s e SE2 da Shineray, por exemplo, esta é sim uma realidade. Já que seu limite de velocidade é de até 59km/h em 2025.
Por outro lado, essas são as motos elétricas mais acessíveis do Brasil, com preços a partir de R$ 8.990. Portanto, podemos dizer que este é apenas um patamar inicial.
Quando nos referimos a Voltz EV1 Sport, por exemplo, a velocidade máxima já passa a ser de 75km/h.
Dessa forma, há modelos de moto elétrica que chegam a 100km/h, 120km/h, 140km/h e até mais. No geral, quanto mais cara, mais veloz.
A moto elétrica mais veloz do Brasil e do mercado
Quando nos referimos ao mercado atual, podemos dizer que a velocidade de uma moto elétrica no Brasil pode chegar a 120km/h.
Esta é a velocidade máxima que a moto elétrica mais veloz do país, a EVS Street da Voltz, pode atingir. Este modelo, inclusive, pode ir de 0 a 60km/h em apenas seis segundos.
Já quando falamos a nível mundial, a Voxan Wattman por muito tempo foi considerada a moto elétrica mais rápida do mundo, com sua velocidade máxima impressionante.
Atualmente, os recordes de velocidade para motos elétricas chegam a superar os 450km/h. Em 2021, o ex-piloto italiano Max Biaggi atingiu a marca de 456km/h com a Voxan Wattman no Centro Espacial Kennedy, nos Estados Unidos.
Contudo, a Lightning LS-218 também se destaca com velocidade máxima de 350km/h, sendo reconhecida como uma das motos elétricas de produção mais velozes disponíveis no mercado.
Leia também: Ciclovia e ciclofaixa: qual é a diferença e para quais veículos são destinadas?
Novos modelos chegando em 2025

O mercado brasileiro tem recebido constantemente novos modelos de motos elétricas. Assim, ampliando as opções para consumidores de diferentes perfis.
Entre os lançamentos recentes, destacam-se modelos da Watts, como a WS120. Esta oferece motor de 3.000W e velocidade máxima de 70km/h, com autonomia de até 120km usando duas baterias.
Além disso, a marca Shineray continua expandindo sua linha. A SHE-S, com design street, possui motor de 5.000W e atinge 80km/h a 90km/h. Portanto, uma opção atraente para uso urbano com preço na faixa dos R$ 20.000.
Regulamentação e emplacamento obrigatório
Uma informação crucial para proprietários de motos elétricas: a Resolução nº 996/2023 do Contran estabeleceu novas regras para veículos elétricos no Brasil.
Segundo a norma, todos os ciclomotores (veículos com motor elétrico de até 4kW e velocidade máxima de 50km/h) devem ser registrados e emplacados até 31 de dezembro de 2025.
Consequentemente, a partir de 2026, veículos irregulares não poderão circular em vias públicas. Portanto, estão sujeitos a multas, pontos na CNH e remoção do veículo.
Para conduzir esses veículos, é necessário possuir CNH categoria A ou a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC).
Dessa maneira, a regulamentação busca aumentar a segurança viária e facilitar a fiscalização. Especialmente com o crescimento expressivo das motos elétricas nas cidades brasileiras.
Descubra mais informações em: Moto elétrica precisa de CNH: veja o que mudou com alterações do código
Velocidade x autonomia
Agora que você já descobriu a velocidade de uma moto elétrica no Brasil e no mundo, é importante ter em mente que não é só isso que conta.
A autonomia dos modelos elétricos também é um critério que merece muita atenção. Ou seja, a distância que o veículo consegue percorrer com uma única carga da bateria.
Os modelos da Shineray mencionados anteriormente, por exemplo, apesar de atingirem velocidade máxima de 59km/h, não têm a mesma autonomia.
Enquanto a SE1 pode percorrer 60km com uma única carga, a SE3 já pode chegar a 80km.
Já a EV1 Sport da Voltz tem autonomia de 100km com uma única bateria. Ou de até 180km se o condutor optar por utilizar duas baterias simultâneas.
Até mesmo a EVS Street da Voltz, que é considerada a moto elétrica mais rápida do Brasil, tem autonomia limitada a uma distância entre 120 e 180km.
É por isso que algumas pessoas costumam dizer que as motos elétricas não são uma boa opção para quem gosta de pegar estrada. Por conta do pouco espaço para a bateria e, consequentemente, sua baixa duração.
Neste caso, uma alternativa seria investir em baterias extras para serem carregadas durante a viagem.
Fatores que influenciam a velocidade e autonomia
Diversos fatores podem afetar tanto a velocidade quanto a autonomia de uma moto elétrica:
O peso do condutor e da carga transportada impactam diretamente no desempenho. Ademais, o tipo de terreno e as condições climáticas também exercem influência significativa.
A forma de condução faz toda a diferença. Acelerações bruscas e velocidades altas constantes reduzem drasticamente a autonomia da bateria.
Além disso, a manutenção adequada dos pneus e do sistema elétrico garante melhor desempenho geral do veículo.
Tecnologia e conectividade
As motos elétricas mais modernas oferecem recursos tecnológicos avançados. Muitos modelos já vêm equipados com displays digitais, modos de condução ajustáveis e conectividade via smartphone.
Através de aplicativos, é possível monitorar em tempo real informações como nível de bateria, autonomia restante e histórico de viagens.
Alguns modelos ainda contam com sistema de localização GPS. Portanto, oferecendo maior segurança contra furtos e roubos.
Custo-benefício e manutenção
Embora o investimento inicial em uma moto elétrica possa ser maior comparado aos modelos convencionais, os custos operacionais são significativamente menores.
A recarga elétrica custa muito menos que o abastecimento com combustível. Além disso, a manutenção é mais simples e menos frequente.
Não há necessidade de troca de óleo, filtros ou velas. Consequentemente, reduzindo gastos e tempo dedicado à manutenção.
Perspectivas para o futuro
O mercado de motos elétricas está em franco crescimento no Brasil. A tendência é que novos modelos sejam lançados constantemente, oferecendo mais opções de velocidade, autonomia e recursos tecnológicos.
Com a evolução das baterias e motores elétricos, espera-se que as limitações atuais sejam superadas nos próximos anos.
Além disso, incentivos governamentais e a expansão da infraestrutura de recarga devem facilitar ainda mais a adoção desses veículos sustentáveis.
Agora conta pra gente: você já sabia qual era a velocidade de uma moto elétrica e o quão potente ela é, de fato?