Moto elétrica: uma alternativa para fugir da alta do combustível!

Thiago Queiroz Scooter Elétrica
22 jul 2025 | Leitura: 10min
Atualizado em: 23 JUL 2025
Moto elétrica: uma alternativa para fugir da alta do combustível!

A recorrente alta no preço dos combustíveis tem estimulado muitos motoristas a buscarem alternativas mais econômicas para a locomoção do dia a dia. Neste cenário, a moto elétrica vem se destacando como uma opção não apenas econômica, mas também sustentável.

Porém, a pergunta que fica é: será que realmente compensa, financeiramente, investir neste veículo? É o que descobriremos a seguir.

Moto elétrica: um mercado em crescimento acelerado

Além de econômica, a moto elétrica uma alternativa sustentável, já que, por ser movida à energia elétrica, não emite gases poluentes na atmosfera

O mercado brasileiro de veículos elétricos de duas rodas experimentou um crescimento impressionante em 2025. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram licenciadas 3.452 unidades no primeiro trimestre do ano, representando um aumento de 104,74% em comparação ao mesmo período de 2024.

Além disso, o mercado de motos elétricas dobrou no Brasil de janeiro de 2024 para janeiro de 2025. Enquanto em janeiro de 2024 foram 511 motos movidas a bateria emplacadas no Brasil, em 2025 foram 1.026.

Esses números mostram que o mercado de scooter elétrica está altamente aquecido. Consequentemente, isso se deve principalmente ao preço médio da gasolina que, em junho de 2025, atingiu R$ 6,20 por litro no Brasil, um valor consideravelmente alto para o orçamento familiar.

Principais marcas e modelos em destaque

Atualmente, a liderança no mercado de motos elétricas é da VMoto, responsável por 1.984 unidades emplacadas no primeiro trimestre de 2025. Outras marcas também tiveram desempenhos notáveis, como a GCX com 311 unidades, Shineray com 171, Shansu com 154 e Watts com 153 unidades.

Entre os modelos disponíveis no país, destacam-se:

  • Shineray SE3: scooter elétrica com motor de 2.000 W, velocidade máxima de 59 km/h e autonomia de até 80 km
  • Watts WS120: motor elétrico de 3.000 W, velocidade máxima de 70 km/h e tecnologia Keyless
  • VMoto VS1: modelo urbano com design moderno e eficiência energética

Veja também: As 7 maiores dúvidas sobre moto elétrica: atualizado 2025!

Vantagens desta modalidade

Além de econômica, a moto elétrica é uma alternativa sustentável, já que, por ser movida à energia elétrica, não emite gases poluentes na atmosfera.

Mas você sabe, ao certo, por que a moto elétrica vem aparecendo como uma alternativa para fugir da alta dos combustíveis?

A verdade é que esta modalidade apresenta uma série de vantagens. Entre as principais, estão:

  • Sustentabilidade: a moto elétrica não possui motor de combustão interna, apenas motor elétrico, o que significa que não há emissão de gases poluentes na atmosfera;
  • Custo benefício: além de não precisar gastar mais dinheiro com combustível, a despesa mensal com energia elétrica é mínima;
  • Baixa manutenção: o fato de não haver válvulas, cabeçotes, escapamento e injeção nos motores elétricos significa que restam menos peças para estragar e consertar;
  • Facilidade: a moto elétrica pode ser carregada na sua casa, escritório ou qualquer lugar que tenha tomada, dispensando a necessidade de conectores especiais;
  • Discrição: além de contarem com um design minimalista, seu ruído é praticamente nulo, o que a torna uma opção silenciosa;
  • Agilidade: ao contrário do que muita gente pensa, os motores elétricos são potentes e acabam garantindo agilidade.

Economia operacional comprovada

Segundo a fabricante Watts, as motos elétricas podem reduzir os custos operacionais em até dez vezes, promovendo economia e sustentabilidade. Isso torna a moto elétrica uma excelente opção para empresas de delivery e profissionais autônomos.

Leia também: Mercado da Scooter Elétrica: O futuro da mobilidade urbana sustentável no Brasil

Conheça também as desvantagens

No entanto, nem só de pontos positivos vive a moto elétrica. A modalidade também apresenta algumas desvantagens, tais como:

  • Preço: a moto elétrica chega a ser considerada mais cara do que alguns modelos tradicionais. Dependendo da potência e fabricante, ela pode ser encontrada por valores que vão de R$ 7 a R$ 20 mil;
  • Baixa velocidade: para quem gosta de correr e se aventurar nas estradas, esta pode não ser a melhor opção. Isso porque a moto elétrica geralmente atinge uma velocidade média de apenas 60 a 100km/h;
  • Autonomia a desejar: a autonomia também não é grande coisa. Com uma recarga completa, a estimativa é que você consiga percorrer entre 50 a 150km, ou seja, pode não funcionar para viagens, por exemplo;
  • Tempo de carregamento: pode ser que a moto precise ficar parada por pelo menos seis horas para atingir a carga completa de sua bateria, o que demanda planejamento;
  • Espaço reduzido: no caso da scooter elétrica, por exemplo, não há espaço para uma segunda pessoa, tampouco para bagagens.

Infraestrutura de recarga ainda limitada

A infraestrutura de recarga limitada é um dos principais obstáculos para a adoção mais ampla desses veículos. Entretanto, tanto o governo quanto a iniciativa privada estão intensificando os investimentos para ampliar essa infraestrutura.

Fique por dentro de mais informações em: Dúvidas sobre a Scooter Elétrica: guia completo para esclarecer todas as suas questões [2025]

Vale a pena investir em uma moto elétrica?

Mulher sorridente pilotando uma moto elétrica em área de lazer ao ar livre durante o dia.

Agora que você já conhece as vantagens e desvantagens da moto elétrica, fica mais fácil entrar no mérito se compensa ou não investir em uma.

Em primeiro lugar, há de se ressaltar que cada motorista deve avaliar, individualmente, seu tipo de uso e objetivo.

Para quem percorre longos percursos ou viaja com uma grande frequência, por exemplo, a moto elétrica pode não ser a melhor opção. O mesmo vale para quem precisa fazer entregas em rotas extensas.

Em contrapartida, se você costuma andar apenas em vias urbanas, sem extrapolar uma distância de 100km, não há dúvidas: a moto elétrica pode ser sua grande aliada.

Quer uma prova? Então veja, a seguir, a quilometragem que você conseguirá percorrer gastando pouquíssimo.

Perfil ideal do usuário

A moto elétrica é perfeita para:

  • Deslocamentos urbanos de até 80km diários;
  • Profissionais que trabalham em delivery local;
  • Estudantes e trabalhadores com trajetos fixos;
  • Pessoas preocupadas com sustentabilidade;
  • Usuários que buscam economia a longo prazo.

Quanto custa para “abastecer” uma scooter elétrica?

Dinheiro investido no abastecimento de uma moto elétrica chega a ser 15 vezes menos do que o de um veículo convencional.

A pergunta que fica é: mas quanto custa para carregar uma moto elétrica? Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que esta resposta vai depender de uma série de fatores.

Tais como modelo, potência do motor e da rede elétrica, valor do kW/h da região, voltagem, adicional de bandeira tarifária e impostos.

Ainda assim, sabemos que a eletricidade tem um custo inferior ao da gasolina ou até mesmo do etanol.

Cálculo detalhado do custo de recarga

Para ficar mais fácil de visualizar, vamos usar um exemplo atualizado: uma scooter elétrica com potência de 1200w em uma região onde o preço médio do kWh varia entre R$ 0,41 (Rio Grande do Sul) e R$ 1,47 (Rio de Janeiro).

Considerando uma tarifa média de R$ 0,70 por kWh, se a moto precisasse ser carregada por um período de quatro horas, a despesa seria de apenas R$ 3,36 por dia.

Considerando que o carregamento é realizado em dias alternados, podemos dizer que este motorista gastaria menos de R$ 50 por mês com o “abastecimento”.

É isso mesmo que você leu. Menos de R$ 50 por mês!

Comparativo com combustível tradicional

Agora é hora de falarmos sobre a autonomia da moto elétrica. Apesar de depender muito do modelo escolhido, geralmente gira em torno de 40 a 60 km, no caso das scooters elétricas.

Podemos dizer então que a quantia de R$ 3,36 citada no exemplo acima seria o suficiente para percorrer uns 50km, aproximadamente.

Agora, pasme. Se formos considerar um veículo convencional que faz 10km/l, percorrer esses mesmos 50km com a gasolina a R$ 6,20, custaria R$ 31, ou seja, uma diferença de R$ 27,64.

Ou seja, o custo para rodar com a moto elétrica é praticamente zero, o que a torna uma alternativa econômica e sustentável.

Tecnologias inovadoras em motos elétricas

As motos elétricas modernas incorporam tecnologias avançadas que as tornam ainda mais atrativas:

Baterias de lítio removíveis: permitindo carregamento em casa ou no trabalho, sem necessidade de levar a moto inteira;

Sistemas de recuperação de energia: que recarregam a bateria durante frenagens e descidas;

Conectividade inteligente: com aplicativos que monitoram autonomia, localização e histórico de uso;

Carregamento rápido: alguns modelos já oferecem carregamento de 0 a 80% em menos de 2 horas;

Sistemas de segurança avançados: incluindo alarmes, rastreamento GPS e bloqueio remoto.

Impacto ambiental positivo

Além da economia financeira, a moto elétrica oferece benefícios ambientais significativos. Uma única scooter elétrica pode evitar a emissão de aproximadamente 1,2 toneladas de CO2 por ano, comparada a uma moto convencional.

Perspectivas futuras do mercado

Espera-se que, nos próximos anos, o aumento das parcerias entre empresas privadas e governos amplie significativamente a infraestrutura de suporte necessário para a expansão do mercado de motocicletas elétricas no país.

Com foco em 2025, fabricantes como a Watts apostam em novos lançamentos para sustentar o crescimento. Entre as novidades está a W-Trail, a primeira moto elétrica nacional de sua categoria.

Incentivos governamentais

Políticas públicas estão sendo implementadas para ampliar o acesso ao crédito e facilitar a aquisição desses veículos. Ademais, esforços estão sendo feitos para aumentar a diversidade de modelos disponíveis no mercado brasileiro.

Manutenção e vida útil

Uma das grandes vantagens da moto elétrica é a baixa necessidade de manutenção. Diferentemente dos motores à combustão, os motores elétricos possuem:

  • Menos peças móveis;
  • Não necessitam troca de óleo;
  • Não requerem filtros de ar ou combustível;
  • Baterias com vida útil de 3 a 5 anos;
  • Freios que duram mais devido ao sistema regenerativo.

Custos de manutenção comparativos

Enquanto uma moto convencional pode custar entre R$ 800 a R$ 1.500 anuais em manutenção, uma moto elétrica raramente ultrapassa R$ 300 por ano em gastos preventivos.

Leia mais: Bicicleta elétrica dura quanto tempo? Descubra!

Financiamento e formas de aquisição

Atualmente, diversas opções de financiamento estão disponíveis para a compra de motos elétricas:

  • Financiamento direto com fabricantes
  • Parcerias com bancos tradicionais
  • Consórcios específicos para veículos elétricos
  • Leasing operacional para empresas
  • Programas de incentivo estadual e municipal

Retorno do investimento

Portanto, se você decidir comprar uma moto elétrica, já pode ter em mente que o dinheiro economizado com combustível já te ajudará a pagar as parcelas do novo veículo. Em média, o retorno do investimento ocorre entre 18 a 24 meses de uso.

Conclusão: A revolução da mobilidade urbana

E aí, ainda tem dúvidas se compensa investir em uma moto elétrica?

A resposta é clara: para uso urbano, com percursos diários de até 80km, a moto elétrica representa uma revolução em economia, sustentabilidade e praticidade. Com o mercado em crescimento acelerado, novas tecnologias surgindo constantemente e incentivos governamentais, nunca foi tão vantajoso fazer essa transição.

A moto elétrica não é apenas uma alternativa para fugir da alta do combustível – é o futuro da mobilidade urbana sustentável. Investir hoje significa estar à frente de uma tendência que veio para ficar.

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