Scooter Elétrica: Vantagem e solução em mobilidade urbana

Scooter Elétrica: Vantagem e solução em mobilidade urbana

09.08.2020 | Por: administrador

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A Scooter Elétrica e outros meios de mobilidade estão surgindo como verdadeiras soluções de transporte. Sobretudo, porque estão inseridas em temas crescentes do cotidiano de empresas e poder público, como cidades inteligentes e mobilidade urbana. Em grandes centros, os carros compartilhados, patinetes, bicicletas e outros tipos de veículos não tradicionais já são alternativas ao transporte […]

A Scooter Elétrica e outros meios de mobilidade estão surgindo como verdadeiras soluções de transporte.

Sobretudo, porque estão inseridas em temas crescentes do cotidiano de empresas e poder público, como cidades inteligentes e mobilidade urbana.

Em grandes centros, os carros compartilhados, patinetes, bicicletas e outros tipos de veículos não tradicionais já são alternativas ao transporte convencional.

Entretanto, há mais um grande fator que têm influenciado muito para o crescimento desse tipo de movimentação – a sustentabilidade.

Isso porque grande parte das pessoas hoje em dia estão realmente preocupadas com a questão ambiental, que deixou de ser irrelevante.

Atualmente, há leis que regem os níveis de poluição combustível, sonora e até visual.

No meio disso tudo, surge a Scooter Elétrica com uma grande alternativa de transporte viável, não poluente e simplificada. Ou seja, ideal para a questão da mobilidade urbana.

Vamos falar sobre a Scooter Elétrica e suas vantagens no artigo de hoje.

Scooter Elétrica: Quando e onde surgiu?

O que parece ser uma novidade, na verdade, o conceito dos veículos elétricos, sobretudo de duas rodas é bem antigo.

Tudo começou no fim do século 19 com as bicicletas elétricas, em meados de 1895.

As primeiras patentes foram lançadas a partir de modelo sem engrenagens e com motor que alcança 100 amperes de uma bateria de 10 volts.

Posteriormente, foi inventado um modelo de bicicleta elétrica cuja utilização era através de dois motores.

Nos anos 90, foram inventados os sensores de torque e controladores de potência.

Com o início da era da tecnologia, o mercado da bicicleta elétrica se expandiu graças à redução do preço dos componentes e o surgimento de novas tecnologias, inclusive com inovações na carga da bateria, como energia do movimento e solar.

Atualmente, a bicicleta elétrica é um mercado em expansão com grandes indústrias pelo mundo e, em 2009, foi estimada a existência de 200 mil bicicletas elétricas pelos Estados Unidos.

Na Alemanha, a produção ultrapassa a marca de 400 mil unidades.

No Brasil, o mercado ainda está em desenvolvimento e a maioria dos modelos presentes é importada, apesar de haver alguns locais que fabricam bicicletas nacionais

E a Scooter Elétrica? Como surgiu?

Em 2006, a empresa Vectrix introduziu o primeiro scooter elétrico de alto desempenho disponível no mercado, o VX-1, porém a empresa encerrou suas operações em janeiro de 2014.

Posteriormente, grandes marcas como Yamaha, Honda, Harley Davidson e BMW também lançaram seus protótipos neste mesmo ano. O país que iniciou essa nova fase de consumo das Scooter Elétrica foi a Índia, através da fabricante japonesa Terra Motors.

No entanto, atualmente, quem lidera a fabricação e a exportação tanto das scooter quanto dos seus componentes é a China, utilizando baterias de fosfato de ferro de lítio.

Fonte de energia

A grande maioria das scooters e motocicletas elétricas atuais são alimentados por baterias recarregáveis de lítio, apesar de alguns dos primeiros modelos utilizados níquel-hidreto metálico.

Porém, outros tipos alternativos de baterias estão disponíveis.

A Z Veículo Elétrico foi pioneira utilização de uma bateria de silicato de chumbo e de sódio (uma variação no clássico de chumbo-ácido da bateria inventado em 1859, ainda prevalente em automóveis), que se compara favoravelmente com as baterias de lítio em tamanho, peso e capacidade de energia, um custo consideravelmente menor.

Já a EGEN confirma que suas baterias de fosfato de lítio-ferro são até dois terços mais leve do que as baterias de chumbo-ácido.

Além disso, são capazes de oferecer o melhor desempenho da bateria para veículos elétricos.

Em 2017, o primeiro veículo nos EUA para usar o novo Lithium Titanium Oxide (LTO) bateria tecnologia de baterias não-inflamável em uma Scooter Elétrica.

Esta nova tecnologia recarrega uma bateria em menos de 10 minutos e resiste 25.000 encargos (o equivalente a 70 anos de encargos diários).

Essa tecnologia está sendo usado atualmente na China, onde mais de 10.000 ônibus urbanos funcionam com essas baterias de carga rápida.

Carregamento e troca da bateria da Scooter Elétrica

Todas as scooters elétricas e motocicletas são projetadas para serem recarregadas em tomadas de parede comuns.

Geralmente, levam cerca de oito horas para recarregar completamente, ou seja, uma noite.

No entanto, alguns fabricantes têm projetado e incluído, para oferecer como acessório, uma alternativa de alta potência chamada de carregador de nível 2.

Esse carregador “emergencial” tem a capacidade de recarga da Scooter Elétrica de até 95% em uma hora.

Alguns fabricantes recentes para o mercado de scooter projetaram máquinas que permitem a troca rápida da bateria.

Tal fato se deve para moradores do apartamento que não têm uma tomada de garagem e que precisam de uma recarga instantânea em qualquer lugar.

Desempenho

Em nível de desempenho, a Scooter Elétrica são bem próximas às movidas por combustíveis no que diz respeito ao torque.

Em relação ao alcance, as versões elétricas sofrem uma pequena desvantagem. No entanto, quando falamos em manutenção, as elétricas precisam de muito pouca manutenção.

As únicas preocupações são em relação aos periféricos consumíveis como pastilhas de freio, pneus e fluidos de freio.

Poluição sonora

Os veículos elétricos são muito mais silenciosos do que os movidos, inclusiva a gás. São tão silencioso que podem até passar despercebidos por pedestres mais distraídos.

No entanto, alguns estão equipados para emitir ruído artificial que agem como dispositivo de segurança, pois o piloto pode ouvir perigo que se aproxima.

Mercado da Scooter Elétrica

China lidera o mundo em vendas de scooter elétrica, compreendendo 9,4 milhões do total de 12 milhões vendidos em todo o mundo até o ano passado.

Anteriormente, havia apenas 31.338 vendas scooter elétrico fora da região da Ásia-Pacífico, incluindo a Europa.

O mercado dos EUA ainda é relativamente pequeno, com cerca de 5.000 unidades vendidas até 2019.

Porém, de acordo com um relatório de mercado, as vendas de motocicletas e scooters elétricos em deverá crescer mais de 10 vezes nos próximos anos tanto nos EUA quanto na Europa.

Na Índia, altos custos e problemas de rede de energia contribuíram para diminuir as vendas.

Mercado da Scooter Elétrica na América Latina

Ainda que o mercado latino-americano de scooters elétricas esteja bem no início, pelo menos 45% dos países na região já adotaram medidas que favorecem o seu desenvolvimento.

Além disso, algumas empresas locais e globais decidiram regionalmente pela substituição parcial de suas frotas visando à adequação às metas de redução dos GEE, bem como à redução de seus custos.

A América Latina pode se beneficiar particularmente da transição acelerada para a mobilidade elétrica, considerando que possui uma das matrizes de geração de eletricidade com menores emissões de GEE.

Sobretudo, devido à alta participação da geração hidrelétrica e à progressiva evolução no mercado de outras fontes de energias renováveis.

Entre as economias latinas, destacam-se alguns exemplos, inclusive de políticas públicas, que tiveram um claro efeito positivo e acelerador no mercado de veículos elétricos e, por consequência, da Scooter Elétrica.

Uso da Scooter Elétrica

Entre os usos mais comuns nos centros urbanos investigados, foram identificados alguns que seriam possivelmente benéficos no contexto brasileiro, apresentando, portanto, maior potencial de adesão à economia nacional e condutores locais.

Dessas aplicações, cinco são analisadas com maior profundidade a seguir:

Serviços de compartilhamento (ou sharing);
Serviços de entrega de refeições;
Soluções integradas;
Serviços de entrega postal;
Utilização em serviços de segurança;

Entre os usuários, as motivações sobre o uso giram principalmente em torno da independência e liberdade para ir e vir.

Além disso, baixo custo tanto de energia quando de manutenção, junto com a praticidade.

No quesito de compartilhamento, a principal razão do crescimento do mercado se dá pelo fato da mobilidade, por conta conta do trânsito congestionado dos grandes centros.

Contribuição na redução de acidentes

Colisões de trânsito e atropelamentos ceifam 1,35 milhão de vidas globalmente todos os anos.

Com mais de 37 mil mortos por ano nas ruas, avenidas, estradas e rodovias, o Brasil figura como o quarto país que mais mata no trânsito, perdendo apenas para China, Índia e Nigéria.

Sobretudo, no que se refere ao controle de velocidade e monitoramento do perfil de condução, a scooter elétrica pode atuar diretamente na redução de acidentes e mortes no trânsito, pois as velocidades reduzidas são característica inerente ao veículo.

Vários modelos têm, de fábrica, o limite de 50 km/h, com a possibilidade de uma redução ainda maior e personalizada.

Nos países da União Europeia, por exemplo, as scooters elétricas têm limite de velocidade de 45 km/h.

Essa redução por si só reduz a gravidade de eventuais acidentes.

E você? Se empolgou com as vantagens e a tendência que a Scooter Elétrica promete para o futuro? Continue acompanhando nosso blog para ter cada vez mais informações sobre esse novo jeito de de proporcionar mobilidade inteligente e sustentável.

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